Gripe H1N1 mata 3 vezes mais no Estado de SP do que em 2015

O surto antecipado de gripe H1N1 no Estado de São Paulo já matou 38 pessoas neste ano - oito delas na capital. Em todo o ano passado, a doença havia causado dez mortes no Estado, sem nenhum registro na cidade de São Paulo. Somente nos três primeiros meses deste ano, esse tipo de gripe já fez três vezes mais vítimas do que em todo o ano passado.

Os óbitos se referem a pacientes que desenvolveram a chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), doença que pode ser causada por diversos agentes infecciosos, principalmente pelos vários tipos de vírus influenza. Somados todos os agentes, a síndrome causou 42 mortes neste ano no Estado.

O número de casos de SRAG provocados pelo H1N1 notificados neste ano no Estado também teve um salto em relação a 2015: 260, ante 33. Na capital, os registros passaram de 1 para 66 no mesmo período.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, sete dos oito mortos na capital por H1N1 apresentavam alguma doença crônica ou condição que os tornavam mais suscetíveis a complicações. Fazem parte dos grupos de risco idosos, gestantes, crianças e portadores de problemas como diabete e hipertensão.

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Qual a diferença entre a gripe comum e a H1N1?Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus influenza. Os sintomas são muito parecidos: tosse, febre repentina, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Com o H1N1, os sintomas podem se manifestar de forma mais intensa.

2.Como ocorre a transmissão?O vírus influenza pode começar a ser transmitido até um dia antes do início dos sintomas. O período de transmissão dura sete dias em adultos e até 14 dias em crianças. A forma mais comum de infecção é a direta entre pessoas, por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir ou espirrar. A outra forma é a indireta, por meio de toque em superfícies contaminadas.

3. Qual a forma de prevenção?Alguns cuidados de higiene devem ser tomados, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

4. Quais são os grupos de risco?Os cuidados devem ser redobrados com crianças e idosos. Para os pequenos, principalmente no ambiente escolar, recomenda-se que, além de incentivar a lavagem correta das mãos, os brinquedos e objetos de uso comum sejam higienizados com álcool em gel. Já para os idosos, o perigo do vírus está nas complicações advindas com a gripe, como a pneumonia, e com o agravamento de doenças crônicas como hipertensão e diabete.

FONTE: MSN.COM 

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